As brincadeiras de Andy Calabozo
Anibal Garcia, mais conhecido por Andy Calabozo, nasceu em 1988 numa pequena cidade próxima de Caracas e actualmente reside em Barcelos. Em 2011 decide seguir uma carreira como ilustrador freelancer, após ter percebido que de uma “brincadeira” com um colega de faculdade (de Arquitectura), mais poderia esperar-se do seu talento.
Foi em 2008 que, juntamente com esse colega, começou um projecto intitulado de Conspiração Agridoce. Esta brincadeira, como diz, “consistia em ilustrações mais frases construídas em menos de quinze minutos, onde alternávamos constantemente quem começava cada folha, ou seja, eu ilustrava o que as frases dele me suscitavam e/ou ele escrevia o que os meus desenhos lhe sugeriam.”.

Depois desta aventura, Andy começou a receber propostas para alguns trabalhos e a partir desse momento pensou na possibilidade de vir a ser ilustrador e levar o seu trabalho mais a sério. Consequentemente, o que antes considerava um passatempo, acabou por crescer e progressivamente a exigir mais do seu tempo, até focar-se por completo nos seus desenhos. “Foi nessa altura que decidi deixar de lado a ‘régua e esquadro’ e dedicar-me exclusivamente às minhas ilustrações”.
“Normalmente tomo como ponto de partida doodles ou pequenos apontamentos que faço sempre que o tédio aperta ou quando encontro algo que ache interessante. Depois, na altura de começar um novo trabalho, uso-os como um género de desbloqueadores criativos…”, diz-nos Andy acerca de como se inspira para as suas criações. Parte de uma “textura, forma ou objecto” e vai “acrescentando e aperfeiçoando elementos” até atingir o que pretende ou que o satisfaça. Quando isto não resulta totalmente, gosta de aproveitar umas horas para ver e rever obras de artistas como Hans Bellmer, Harry Clarke, Anatoly Fomenko e Tadanori Yokoo ou, ainda, procurar na internet por gravuras japonesas e publicações do séc. XIX.


Para Andy Calabozo, ser ilustrador é “mais uma consequência natural do meu percurso do que realmente algo ponderado. Sempre soube que o meu caminho iria ser algo relacionado com artes, uma vez que desenhava compulsivamente quando era miúdo e os meus cadernos possuíam mais criaturas a derreter do que propriamente apontamentos e sumários”. Actualmente, tem como referência os artistas Micheal Olvido, Micah Lidberg, Raymond Lemstra, Hell’o Monster, Zigendemonic, Jason Jagel, Luke Ramsey, Matt Leines e Cleon Peterson.
A exigência com o material que utiliza cinge-se a qualquer elemento que “tenha tinta preta”, como canetas, marcadores, poscas, tinta-da-china, etc. Apesar de ter preferência pelo trabalho a preto e branco, também gosta de “brincar com cores”, apenas digitalmente.


Após o convite por parte da loja Conceito X, situada no centro da cidade de Braga, pintou um mural na galeria My Box, inserida na loja e dedicada a exposições e workshops. Este mural concretizou-se na abertura da loja/galeria e ainda se encontra exposto.

Até ao momento conta com uma colaboração juntamente com o artista Anoik (Rui Torres) para a 1ª Ilustre Ilustração do bar/galeria Avesso, em Esposende.
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