O universo de agradável violência de Laro Vilas Boas
Desde criança, Laro desenha com caneta. Na altura escolhia entre a preta e a azul. Não gostava de usar o lápis, para não andar sempre a apagar e voltar a desenhar do início, e por isso gastava blocos de folhas inteiros para fazer apenas meia dúzia de traços. Ainda hoje prefere o marcador.

Laro Vilas Boas Aka Laro Lagosta nasceu em 1987, em Ponte de Lima. Em 2006, o interesse pela arte tornou-se mais sério, com a criação de um fotolog onde publicava montagens de fotos e desenhos da sua autoria, como nos disse numa pequena conversa. A inspiração, diz-nos, surge-lhe de maneira natural, apesar de acreditar mais na vontade de criar e no trabalho do que na primeira.


Os seus desenhos sempre tiveram criaturas estranhas. Caras e corpos distorcidos, feridos, com membros decepados e/ou as entranhas a sair do corpo. “Acho mais interessante desenhar estes motivos do que aqueles considerados geralmente bonitos ou perfeitos. Permite-me criar composições mais dinâmicas e desconstruídas, obriga-me a procurar detalhes e pormenores. Prefiro a confusão à simplicidade, o horror ao belo, e não encaro o que desenho como algo violento, acho que é mais a procura da decomposição do homem do que a sua destruição.”


Para desenhar Laro usa o marcador, por permitir mais rapidez, precisão e controlo na altura de fazer o contorno e o contraste claro/escuro. Como base de cor utiliza a aguarela e o acrílico.


De todos os seus trabalhos, o que mais gosta é um cartaz que fez para a Lovers and Lollypops, para promover o concerto de Monotonix no Hard Club do Porto, em 2011, “pelo evento e por achar que foi dos cartazes mais bem conseguidos que fiz.”
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