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Já se vê FUMO na Margem Sul do Tejo

Começou a 3ª edição do festival FUMO (Festival Urbano de Música e Outras Coisas), na passada quarta-feira, 20 de Junho. Esta é uma iniciativa da associação Experimentáculo e decorre até 30 de Junho, promovendo um conjunto de espectáculos culturais em vários locais de valor histórico e patrimonial da cidade de Setúbal.

O festival arrancou na Casa Bocage, dia 20 e 21, com a exibição de dois documentários: “Um Sítio Onde Pousar a Cabeça” sobre o poeta e escritor Manuel António Pina, que contou também com a presença do realizador Ricardo Espírito Santo e R. “Stevie Moore – Tape to Disc”, de Nuno Monteiro. O 3º dia do festival contou com a realização de um cine-concerto, a cargo do cantautor setubalense Mazgani, no Auditório Municipal Charlot.

A música chega hoje, dia 23, ao Museu do Trabalho Michel Giacometti com os concertos de Osso Vaidoso (um projecto de Alexandre Soares e Ana Deus) e Um Corpo Estranho (constituído por Pedro Franco e João Mota). No dia 24 é a vez de Geography, um ensaio audiovisual apresentado por Vitor Joaquim e Thr3hold, montado a partir dos princípios da interactividade, reactividade e improvisação electrónica. A temática gira em volta das relações que o homem estabelece com o meio que o circunda.

O cinema volta ao FUMO, no dia 27, com “Orquestra Geração”, de Filipa Reis e João Miller Guerra. Este documentário aborda a relação de cinco jovens com um projecto musical que acabará por ter um papel imprescindível nas suas vidas.

Dia 28 continua-se com cinema na Casa do Bocage com o filme “Sandro G e Documentário”, de Tiago Câmara que vai estar presente no evento. Este filme conta, na voz do próprio rapper açoriano, tudo que se passou e como se sentiu aquando do seu sucesso por volta dos anos 2002/2004.

Já dia 29 vai decorrer no Auditório Municipal Charlot o cine-concerto “Estrada de Palha”, de Rodrigo Areias, que conta com a interpretação ao vivo de The Legendary Tigerman e de Rita Redshoes, vozes da banda-sonora. Baseado n’ “A Desovediência Civil”, de Henry David Thoreau, trata-se da história de um homem que após mais de dez anos longe do seu país, regressa pela morte do irmão, deparando-se com um país onde a corrupção e a extorsão são encaradas com normalidade, tenta combater a tirania do Estado e salvar o que resta da sua família.

Dia 30 de Junho, para encerrar este festival, conta-se com o concerto dos Mão Morta nos claustros do Convento de Jesus, neste ano em que a banda celebra 28 anos de existência, sempre vivos e actuais!


É importante referir que este festival tem preços muito acessíveis pelo que todos deveríamos aproveitar para apreciar um pouco de arte e cultura, ainda mais quando é feita em Portugal. Quem vai perder? E os que já foram, o que têm achado? Contamos com a vossa opinião!


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