Tendências da música em Portugal
A música em Portugal está a mudar cada vez mais as suas tendências. Não só ao nível do ouvinte mas também para os produtores, músicos e cantores, esta é uma nova era mundial e para a acompanhar foi preciso mudar velhos hábitos.
Aos ouvintes portugueses reconhecia-se um gosto particular pelo Rock Alternativo, Grunge e até Pop Rock. É certo e sabido que os gostos variam e atingem todas as extremidades, escrevo em termais gerais, falo de massas. Relembro quando ligava o meu iPod, dos meus phones ecoava o som de Jay Z, 2Pac, La Coka Nostra, NWA, Vanilla Ice, Sam The Kid, Regula e muitos outros que juntos, formavam uma bela colectânea de álbuns Hip-Hop/Rap. Quem partilhava dos mesmos gostos sabe, se ouvias isto eras imediatamente catalogado e teu gosto musical era sempre posto em causa.


Muito mudou, actualmente o Reggae e o Hip-Hop (especialmente o Americano) conquistaram um espaço de respeito na música em Portugal (O próprio Boss AC afirma que só agora se sente respeitado). Os mesmos que criticavam este tipo de géneros tornou-se no mais ferrenho ouvinte. Não foi só o Hip-Hop e o Reggae que se tornaram referências para os mais jovens, o Indie veio para ficar, ser diferente é moda (acho no entanto excessivo a postura rígida e critica para o chamado Mainstream, se muita gente ouve é porque alguma qualidade deve ter… retiro o que disse, o Justin Bieber prova-me que estou errado).

Não foram só os ouvintes que mudaram os gostos, os próprios artistas moldaram-se à globalização. Se antigamente tínhamos bandas a fazer questão de cantar em Português (Xutos & Pontapés, GNR, Resistência, Dulce Pontes, Madredeus) a nova geração adoptou nomes internacionais. Observa-se a estranha tendência da obrigatoriedade da escrita em Inglês (não que eu seja contra, até pelo contrário), já dei por mim a ouvir pessoas que não sabiam que por exemplo que Richie Campbell, The Gift, Rita Redshoes ou Mia Rose são portugueses (sim é verdade!), acho até estranho. Penso ter sido o grande Sam The Kid a dizer que ser músico em Portugal não paga contas, provavelmente tem razão. Não duvido até que seja esse um dos motivos para escrever em inglês, a comercialização e exposição é bastante maior.
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A minha opinião é a de que nos próximos anos vão ser tantas as bandas a procurar comercialização além fronteiras, que talvez o mercado da música cantada em português terá espaço de sobra para ver brilhar quem canta em português, é também por ai que eu acho que o Rap português (intervencionista) é capaz de dominar as paradas nos próximos anos (também por causa da situação social de Portugal). Não me lembro de nenhum MC puro português a rimar especificamente em inglês e isso diz muito!
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