Partir de um ciclo vicioso

O partir de um ciclo vicioso

São raros os que merecem o que ganham, outros merecem o que constantemente perdem. Não se julga, só se opina com o valor que esse mesmo acto tem, zero. Não se condena, afinal de contas o amanhã é incerto. Mesmo que vezes a fio tenha previsto de forma exacta, eu não adivinho. Mesmo que tal aconteça uma vez mais, no próximo raiar estarei cá para ti. Não estou certo desta minha profecia, nem tão pouco confiante que voltaremos a ser pequenos fios que de forma arcaica formam uma corda coesa. Sei quem és, sei quem poderias ser e no fundo não te conheço, soa estranho, é estranho. Voltarei a escrever sobre ti, voltarei a falar de ti, não sei se alguma vez terei a oportunidade de voltar a falar para ti. Se os carris da vida te trouxerem de novo à minha estação, não seremos encontros desencontrados, haverá mais do que (in)diferença, haverá mais do que palavras.

A tinta que te corre nas veias

A tinta que te corre nas veias…

As qualidades são escritas a lápis e os defeitos a caneta. Pouco importa o que se escreve, importa com o que se escreve. Quando a mente prefere ser corrector a borracha, não há mão que dite o contrário, não há pensamento que suplante essa vontade, não há quem contrarie a ordem das coisas. O que não se sabe é que quem escreve, não tem sempre fonte de inspiração, nem todos os dias são belos nem tão pouco positivos. Quem escreve, tem apenas a saber que um livro não se lê a carvão e a tinta barata. A verdadeira essência da leitura, consiste em saber que o que se encontra a lápis é tão mais belo, perfeito e feliz que as frases escritas a caneta, apagando-as dessa forma de todos os prefácios, desenvolvimentos e conclusões de quem procura o caminho para a verdadeira e pura felicidade.

(in)Diferença no que eles são

(in)Diferença no que eles são

Cruzam-se mas já não param. Não são mais encontros desencontrados são desencontrados em encontros. São a mentira que há na verdade quando outrora eram a verdade de uma mentira. São a diferença na indiferença que num breve olhar subsiste. São a arrogância e o orgulho em forma de gente, são a prova viva que nada é certo e já nada um ao outro eles são.

Volta ao mundo em 64 dias

Volta ao mundo em 64 dias

Dei a volta ao mundo em 64 longos dias. Passei por lugares outrora incógnitos. Descobri os glaciares da amargura, os trópicos quentes da saudade e até os desertos do pensamento. Fui viajante sem rumo, sem mapa e sem destino durante horas a fio. Vivi em dois hemisférios no mesmo periodo de tempo sempre com a certeza que um dia a minha viagem terminaria. Sou o que sempre fui, melhor e mais consciente.

Guardo como uma lição tudo o que aprendi quando o frio me queimava a face, quando o calor apertava, quando a areia me engolia e até quando a noite mais escura chegou. Hoje, tudo isso é história, uma história sem nome, uma história sem tema. O meu ponto de chegada é o mesmo de partida, um doce e superior olhar que segundos transformaram em horas. Hoje já não sou mais um viajante, hoje sou livre de uma viagem que me fez refém durante 1536 horas, hoje sou eu.

Aventuras de um Alien na Terra

Aventuras de um Alien na Terra

Sou um ser estranho que um verde liquido sangra e chora, prospero num mundo que não é o meu, espero por um regresso a uma casa cujo nome desconheço e ainda bem que assim o é. Ando por ai cosmopolita, sonhador, sem limites e sem horas marcadas no sonho onde me encontro. Nesse sonho, sou um Alien que na Terra habita, diferente dos demais e aos mesmo tempo igual a tantos outros, atinjo tudo o que sempre quis atingir, sou tudo aquilo que sempre quis ser e possuo o que sempre quis possuir. Quando acordo, nada muda, continuo sorridente, sereno e feliz, pois sei que no final de cada dia voltarei a sonhar…

Mini viagem obsoleta

Mini-viagem obsoleta

Sou um ser paralelo e transcendente à realidade. Navego por canais obscuros a que espécimes humanos pré-destinados ás ciências chamam de vasos sanguíneos na mais faminta ânsia de algo mais. Tudo em vão, sou levado por correntes como se no mar vermelho nadasse e cuspido por um motor que se recusa a deixar de bombear. Aglutinado na raiva e perdido num puzzle de infinitas peças, motivos não aparecem, razões não se encontram. Continuo dentro do meu ser, perdido, sem rumo e ao sabor da maré, rezando aos deuses dos mares vermelhos que habitam em mim que num destes dias encontre a esperada razão.

ENTRA NA FAMÍLIA
1,655
Pessoas são fãs da ARTSWR
ASSINAR NEWSLETTER