Publicado por Bruno Teixeira em Textos livres
São raros os que merecem o que ganham, outros merecem o que constantemente perdem. Não se julga, só se opina com o valor que esse mesmo acto tem, zero. Não se condena, afinal de contas o amanhã é incerto. Mesmo que vezes a fio tenha previsto de forma exacta, eu não adivinho. Mesmo que tal aconteça uma vez mais, no próximo raiar estarei cá para ti. Não estou certo desta minha profecia, nem tão pouco confiante que voltaremos a ser pequenos fios que de forma arcaica formam uma corda coesa. Sei quem és, sei quem poderias ser e no fundo não te conheço, soa estranho, é estranho. Voltarei a escrever sobre ti, voltarei a falar de ti, não sei se alguma vez terei a oportunidade de voltar a falar para ti. Se os carris da vida te trouxerem de novo à minha estação, não seremos encontros desencontrados, haverá mais do que (in)diferença, haverá mais do que palavras.