Adormecer ao acordar

Adormecer ao acordar…

Nada me sai. As palavras ficam presas em ideias pouco metódicas, não se cruzam em linhas que antes se tornavam teias e se desenvolviam como base para uma vivência forte. Desconcentrado, desnorteado pelo facto de só desejar estar o mais Oeste possivel onde o Sol sem interferências se põe. Não desejo um novo dia, só um periodo onde possa dormir e por milhões de nanosegundos seguidos o mundo me passe ao lado. Não vacilo, não choro, sorrio por fora num corpo que por dentro se consome.

Vivo, continuo na rotina diária que a certos periodos de tempo é interrompida por um breve lembrar da situação a que logo se segue uma brisa de distracção. Gostava de ser uma máquina que pudesse funcionar apenas quando moedas lhe são introduzidas. Poderia assim, prestar a devida atenção a determinadas pessoas pelo periodo e na altura que desejassem sem que me afectasse o triste virtual acenar em sinal de adeus. Não sou, nunca serei, sou apenas o que sou e o que sempre fui, um sujeito estranho entranhado num ciclo vicioso.

Encontros desencontrados

Encontros desencontrados

Tarde estranha, cheia de situações bizarras e outras quais quase dignas do mesmo significado. Tinha o estranho pressentimento de que iria encontrar alguém que não via há imenso tempo. À chegada a um dos pontos geográficos onde passo para voltar a casa pensei em voltar a ver determinada pessoa. Mais estranho não seria se ao dobrar da esquina ela lá não estivesse.

Ideias flutuantes

As ideias flutuantes

Existe por ai, nessa imensa atmosfera, muita ideia flutuante. São geradas por mentes invariavelmente corrompidas, cujo corpo, sofre de uma anorexia extrema que transforma cabeças em enormes pavilhões onde o eco, perdura. O actual peso representativo da sua inteligência enquanto animais racionais, raramente atinge as escassas 10 gramas e para as por a funcionar, é necessária a utilização, da força e do querer em sobreposição às toxinas inseridas no seu sistema imunitário através da inalação do fumo.

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